A sensação é desconfortável. Frio. Já não sinto mais as pontas dos meus dedos. A boca seca, a dor de cabeça, o inchaço, o nariz trancado incomodam. Cheguei ao limite do meu corpo. Mas a minha mente nunca esteve tão consciente. Talvez. Tenho uma escolha: baixar guarda e recuar ou jogar a tolha e realmente não me importar mais.
Minha vida está na minha mão agora. Eu sou o meu próprio líder. Hum... É bom ter consciência disso. Se eu decidir jogar tudo pro alto, eu vou encontrar a liberdade que eu sempre quis. Liberdade pura. E, para isso, eu tenho que abrir mão de todo o resto - me deixar morrer. É o que eu posso fazer agora.
Se eu não fizer isso, o meu corpo vai se recuperar. A minha cabeça vai parar de doer, o meu nariz vai limpar e eu vou dormir. E o maior problema de dormir é acordar. Acordar e voltar a viver. Viver preso a um lugar. Viver preso à rotina. Viver preso a pessoas. Viver preso ao ódio e também ao amor. A vida comum é uma cela escura, suja e fedida.
E, neste momento, com a mente leve, eu tenho a possibilidade de me livrar e não ter mais que me importar com nada. A essência da minha morte iminente é a liberdade. Posso morrer vivendo a morte - essa deve ser a experiência mais incrível que um homem pode ter. Incrível e íntima. Vou me encontrar com quem eu sou de verdade e, na minha intimidade humana, ser calmo, feliz e livre.
Mas será que eu estou pronto pra tudo isso agora?
O que eu fiz?
O que eu faço?
Minha vida está na minha mão agora. Eu sou o meu próprio líder. Hum... É bom ter consciência disso. Se eu decidir jogar tudo pro alto, eu vou encontrar a liberdade que eu sempre quis. Liberdade pura. E, para isso, eu tenho que abrir mão de todo o resto - me deixar morrer. É o que eu posso fazer agora.
Se eu não fizer isso, o meu corpo vai se recuperar. A minha cabeça vai parar de doer, o meu nariz vai limpar e eu vou dormir. E o maior problema de dormir é acordar. Acordar e voltar a viver. Viver preso a um lugar. Viver preso à rotina. Viver preso a pessoas. Viver preso ao ódio e também ao amor. A vida comum é uma cela escura, suja e fedida.
E, neste momento, com a mente leve, eu tenho a possibilidade de me livrar e não ter mais que me importar com nada. A essência da minha morte iminente é a liberdade. Posso morrer vivendo a morte - essa deve ser a experiência mais incrível que um homem pode ter. Incrível e íntima. Vou me encontrar com quem eu sou de verdade e, na minha intimidade humana, ser calmo, feliz e livre.
Mas será que eu estou pronto pra tudo isso agora?
O que eu fiz?
O que eu faço?


